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ÚLTIMO PAINEL DESTA QUINTA-FEIRA ABORDA TRANSFORMAÇÕES E DESAFIOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA

ÚLTIMO PAINEL DESTA QUINTA-FEIRA ABORDA TRANSFORMAÇÕES E DESAFIOS NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA

O último painel desta quinta-feira (13) no 17º CONOJAF e 7º ENOJAP promoveu uma reflexão sobre as transformações vivenciadas pelos Oficiais de Justiça e os caminhos para o futuro da profissão. Com o tema “Desafios antigos e atuais: a mudança no exercício da atividade ao longo do tempo”, o debate reuniu o presidente da AOJUS-DFTO, Julio Fontela; o diretor de Comunicação da entidade, Lucas Palhares; e a Oficial de Justiça do TRT da 5ª Região, Vanessa Régis.

Na abertura, Julio Fontela apresentou um resgate histórico da profissão e destacou os avanços conquistados ao longo dos anos. O presidente da AOJUS-DFTO ressaltou o orgulho de ser Oficial de Justiça e a satisfação de contribuir com a formação e a integração dos novos profissionais que chegam ao quadro do Tribunal de Justiça.

Ao tratar do Oficial do presente e do futuro, Lucas Palhares enfatizou que as ferramentas utilizadas no cumprimento da função passam por constantes transformações, mas a essência da atividade permanece. Para ele, é fundamental que o segmento esteja preparado para ocupar os novos espaços decorrentes dessas mudanças.

“A tecnologia muda, mas a missão permanece. Se a gente não conquistar o nosso espaço, virão outros e conquistarão”, alertou.

Vanessa Régis abordou os impactos das inovações tecnológicas sobre o cotidiano profissional e defendeu que elas sejam utilizadas como instrumentos de apoio, sempre sob o comando humano. Segundo a Oficial de Justiça, a chamada Tecnologia 5.0 resgata princípios e valores como ética e moral, reafirmando o protagonismo das pessoas diante das máquinas.

“A máquina nunca será mais do que nós, porque é preciso que as comandemos para dizer o que queremos”, afirmou.

A painelista também destacou as mudanças ocorridas no trabalho dos Oficiais de Justiça ao longo dos anos e reforçou a relevância dos Oficiais para a efetividade da prestação jurisdicional. “Nós somos o início, o meio e o fim do processo”, reafirmou.

Ao lembrar que os Oficiais de Justiça possuem fé pública, Vanessa ressaltou a necessidade de que todas as diligências e ocorrências sejam devidamente registradas. Para ela, a certidão é “o maior instrumento de poder do Oficial de Justiça”.

Durante a exposição, Vanessa também lembrou a elaboração do manual de segurança produzido por ela e outras Oficiais de Justiça da Bahia, já amplamente divulgado a colegas de todo o país. A iniciativa evidencia a importância da troca de experiências e da construção coletiva de medidas para proteger os profissionais durante o cumprimento das diligências.

Vanessa ainda destacou os avanços obtidos no reconhecimento e na participação dos Oficiais de Justiça nas decisões institucionais do TRT-5. “Um dia fomos invisíveis, mas posso afirmar que hoje o TRT-5 não faz nada do nosso interesse sem nos consultar”, ressaltou.

Ao encerrar, a painelista defendeu a valorização e o orgulho da identidade profissional. “Oficial de Justiça é uma profissão digna como qualquer outra. Que a gente vista a nossa camisa e não tenhamos vergonha de ser quem somos”, finalizou.

O 17º Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais e o 7º Encontro Nacional dos Oficiais de Justiça Aposentados prosseguem até esta sexta-feira (14), no Windsor Plaza Hotel, em Brasília.

De Brasília, Caroline P. Colombo