A Fenassojaf realizou, nesta terça-feira (07), a segunda entrevista do projeto que tem como objetivo registrar e divulgar a realidade vivida pelos Oficiais de Justiça ucranianos desde o início da guerra. A iniciativa conjunta das diretorias de Comunicação e de Relações Internacionais da Associação integra a produção de um documentário que apresentará os desafios enfrentados pelos profissionais responsáveis pelo cumprimento de decisões judiciais em meio ao conflito armado.
O entrevistado desta etapa foi Dmytro Manekin, executor privado da região de Kherson. Atuando na área de execução de decisões desde 2003 e como executor privado desde 2017, Manekin relatou como a guerra transformou completamente a rotina profissional e pessoal dos Oficiais de Justiça da Ucrânia.
Durante a entrevista, ele explicou que, antes da invasão russa em larga escala, o trabalho era semelhante ao desenvolvido por Oficiais de diversos países, envolvendo tanto atividades administrativas quanto diligências externas para o cumprimento das decisões judiciais. No entanto, segundo ele, a guerra modificou radicalmente as condições de atuação da categoria, tornando o exercício da profissão muito mais complexo e cercado de riscos.
Em um dos momentos mais emocionantes da conversa, Dmytro Manekin compartilhou a própria experiência durante o conflito. Ele foi obrigado a deixar sua residência na região de Kherson após a ocupação russa, perdeu seu imóvel, que foi destruído durante os ataques, e precisou abandonar a região para preservar sua segurança e a da família. O relato evidencia o impacto humano da guerra sobre aqueles que, mesmo diante da violência, buscam manter o funcionamento do sistema de Justiça.
Além do documentário que deverá ser lançado ainda em 2026, a Fenassojaf divulgará trechos das entrevistas nas redes sociais, com o objetivo de aproximar o público da realidade vivida por esses profissionais.
A entrevista desta terça-feira contou com a participação do diretor de Comunicação Malone Cunha, da jornalista Caroline Colombo e da intérprete Natália Igronova, responsável pela tradução durante toda a conversa.
Da Fenassojaf, Caroline P. Colombo